"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos."

Pitágoras

segunda-feira, 16 de maio de 2011

domingo, 20 de março de 2011

ESTUDO DO DIA 18/03/11 TEXTO ESTUDADO: Caminhos para a aprendizagem inovadora - José Manuel Moran

Nesse texto o autor discorre sobre aprendizagelm significativa e outros assuntos pertinentes ligados a esse tema. Após a leitura, destaquei quatro pontos interessantes (é muito válido realizar a leitura do texto na íntegra, disponível  em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/camin.htm):


1º) Aprender bem envolve diversos fatores


A aprendizagem torna-se cada vez melhor a medida que recebemos estímulos positivos diversos e conseguimos reunir vários fatores que facilitam esse processo, como afitma MORAN (2009):
"Aprendemos mais, quando conseguimos juntar todos os fatores: temos interesse, motivação clara; desenvolvemos hábitos que facilitam o processo de aprendizagem; e sentimos prazer no que estudamos e na forma de fazê-lo."


2º) Para conhecer é preciso primeiramente ter contato com a informação


Para que a aprendizagem tenha sentido e aplicabilidade prática, necessitamos inicialmente captar informações do mundo que nos rodeia (interação).
Nesse sentido, ao professor, como mediador e colaborador que é no processo de aprendizagem, cabe propiciar uma exploração cada vez mais proveitosa do mundo ao seu aluno.


3º) A interiorização completa a compreensão da informação, construindo o conhecimento.


Além de interagir com o meio, para que aconteça a compreensão, necessitamos realizar uma reelaboração interna da informação (interiorização), pois através desta, conseguiremos devolver sínteses diferentes ao ambiente do qual retiramos a informação. Essa compreensão, que vem a partir do interagir e interiorizar,  é o passo fundamental para solidificar a construção do conhecimento, como nos esclarece MORAN (2009):
" Se equilibramos o interagir e o interiorizar conseguiremos avançar mais, compreender melhor o que nos rodeia, o que somos; conseguiremos levar ao outro novas sínteses e não sermos só papagaios, repetidores do que ouvimos."


4º) Para aprender é preciso ter um ambiente de comunicação interativa.


Segundo MORAN (2009): "Não vale a pena ensinar dentro de estruturas autoritárias e ensinar de forma autoritária. Pode até ser mais eficiente a curto prazo - os alunos aprendem rapidamente determinados conteúdos programáticos - mas não aprendem a ser pessoas, a ser cidadãos."
A comunicação aberta, na qual ocorre uma constante e efetiva interação entre os participantes desta, favorece a aprendizagem de diversas formas, inclusive propicia o desenvolvimento da cidadania.
Com o intuito de melhorar essa comunicação, a tecnologia é uma aliada, para quem assim a exxerga, como afirma MORAN (2009): 
" As tecnologias nos ajudam a realizar o que já fazemos ou que desejamos. Se somos pessoas abertas, elas nos ajudam a ampliar a nossa comunicação; se somos fechados, ajudam a controlar mais. Se temos propostas inovadoras, facilitam a mudança."






REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


MORAN, José Manuel. Caminhos para a aprendizagem inovadora. Texto publicado no livro Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, 15ª ed .
SP: Papirus, 2009, p.22-24





sexta-feira, 4 de março de 2011

Notícia

NOTÍCIA SOBRE USO DE TECNOLOGIAS NA ETI

 - COM DIREITO A ALGUMAS FOTOS DA MINHA TURMINHA LINDA!!!

TEXTO COLABORATIVO PRODUZIDO PELOS PROFESSORES DAS ESCOLAS DE TEMPO INTEGRAL NO AMBIENTE WIKISEMED

A concepção de aprender na ETI

Aprender é fruto de esforço. Esse esforço precisa ser a busca de uma solução, de uma resposta que nos satisfaça e nos re-equilibre. Na medida em que nos preocupamos mais em dar respostas do que fazer perguntas, estaremos evitando que o aluno faça o necessário esforço para aprender. Eis o passaporte para a acomodação cognitiva. Dar a resposta é contar o final do filme. Poupa o sofrimento de vivenciar a angustia de imaginar diferentes e possíveis situações de exercitar o modelo de ensaio-e-erro, enfim, poupa o aluno do exercício da aprendizagem significativa. Na ETI, o aprender tem uma visão ampla e geral, sem deixar as especificidades de lado, mas tendo como base a realidade do aluno, partindo do aluno e voltando para o mesmo, fazendo com que o conhecimento seja significativo na sua vida,contextualizado,possibilitando ao aluno perceber situações e possíveis problemas, assim saindo em busca de soluções que ele possa fazer para mudar a sua realidade, isso é aprender na ETI, um fazer intencional e transformador. Para que esse aprender não seja de forma mecânica e repetitiva o novo conhecimento deve ter ligação com os conceitos prévios do aluno. Mobilizando e valorizando, dessa forma, os conhecimentos que o aluno já possui. Promover a aprendizagem significativa é tarefa importante do professor e Ausubel salienta que há três fatores decisivos sobre esta questão. O primeiro é assegurar que o conteúdo seja potencialmente significativo, o segundo, os alunos devem relacionar o material de aprendizagem com os esquemas de conhecimento que possuem e finalmente, para promover a aprendizagem significativa, o aluno deve ter disposição favorável para revisar os seus conhecimentos e modificá-los a partir dos novos. Em todos os momentos educandos e educadores estão envolvidos em atividades que objetivam o desenvolvimento da aprendizagem, inclusive nos momentos de lazer e refeição onde pode-se refletir sobre as práticas sociais. Neste sentido todos os espaços da escola são entendidos como Ambientes de Aprendizagem. Assim, para oferecer uma aprendizagem significativa que promova as necessárias trasformações socioculturais nos educandos, o tempo de estudo deve ser planejado pelos professores, de tal sorte que a aprendizagem resultante dele possa integrar as disciplinas escolares com a realidade social do mesmo contemplando a relação entre os novos recursos tecnológicos. Juan Pablo Medina de La Cruz escreveu sobre cinco condições necessárias para aprender tecnologias:
  • Ter curiosidade: Há pessoas que não podem aprender novas tecnologias porque não tem interesse e nem disposiçaõ.
  • Ter prazer em aprender:O computador ensina muitas coisas de nós mesmo
  • Estabelecer diferentes estratégias para resolver os problemas: Pessoas que buscam soluções para os problemas tem mais disposição para entender-se com computadores.
  • Saber ler: É preciso utilizar a cabeça para resolver os problemas
  • Conhecer como pensa o computador: ele se expressa em sua própria linguagem e para entende-lo é necessário dedicar tempo, explorá-lo e não apenas utilizá-lo.
Nesse contexto o professor deve encontrar mecanismos mais adequados para se integrar as novas tecnologias e procedimentos metodológicos que amplie e domine as TICs(Tecnologia Informção e Comunicação)que possa auxiliar os alunos a comunicar-se bem sobretudo ajudar-los a aprender melhor.


Tempos de estudo

Deve ser entendido como Tempo de Estudo, qualquer situação onde ocorra a pesquisa e elaboração de idéias e conceitos, independente do espaço onde ocorra. O Tempo de Estudo pode acontecer tanto no momento em que o professor planeja suas ações pedagógicas, quanto no momento em que trabalha junto aos seus alunos, mediando o processo de aprendizagem.
O fruto dessas situações de pesquisa, discussão, troca e aprendizagem são as produções de autoria dos alunos e do professor. O tempo de estudo é, portanto, o momento no qual ocorre a criação, o desenvolvimento do pensamento e a rica exposição de opiniões, além do exercício da pesquisa e a produção, em suas mais variadas formas. É a expressão verdadeira da qualidade desse momento.
O planejamento e a organização do tempo de estudo deve partir das reais necessidades dos professores e alunos que estão envolvidos no processo pedagógico não só da sala de aula, sendo momentos de pesquisa, reflexão e planejamento das ações que são necessárias para alavancar a aprendizagem. Sendo assim, as vivências de sala de aula devem ser consideradas tempos de estudo.
O tempo de estudo acontece a partir do momento em que o professor elabora seu planejamento pedagógico, voltado para a realidade de cada um, atendendo o processo de aprendizagem e se estende até o momento em que é desenvolvido o trabalho com o aluno em sala de aula por meio de pesquisa, questionamentos, discussões e soluções de problemas.

Estudar é uma das necessidades da vida para se atingir um objetivo, para tanto, é preciso disponibilizar tempo. Um aspecto muito importante nesse contexto é o estudo em grupo, pois a troca de experiências é fundamental para o sucesso de se aprender bem.
O professor deve organizar seu tempo de estudo, pesquisando, elaborando, sendo autor de seu conhecimento. Construindo e reconstruindo uma prática pedagógica solidificada para que a aprendizagem significativa ocorra.
A maneira de planejar é pessoal e há dificuldades em se elencar no dia-a-dia as prioridades e metas, mas o equilíbrio entre a rotina pessoal e a rotina de trabalho é possível, sem que uma ou outra esteja comprometida. Para que isto ocorra é importante determinar limites e ser disciplinado; observar e prever as mudanças de cenários e aceitar. O tempo de estudo é momento fundamental para o professor, mas deve ser bem planejado e articulado com as suas necessidades.
O professor comprometido com o objetivo de levar o aluno a aprender bem nunca deixa de estudar, porém o tempo de estudo na própria escola é o momento no qual ele pode preparar atividades que motivem o aluno a querer aprender, isto é, o tempo de estudo é o momento em que o professor prepara e aprende o quê e como ensinar bem. Infelizmente nem sempre esse tempo é suficiente e o professor acaba por usar seu tempo de almoço ou de descanso em casa para desenvolver tais atividades.
Nessa perspectiva, considera-se o bom uso do tempo como sendo o fator principal na organização do estudo, isto, por conseguinte, contribuirá na tomada de decisões sobre o que o educando necessita aprender e sobre as condições oferecidas pelo professor para que o aluno interaja com os conteúdos do ensino.

Dentro deste contexto, o tempo de estudo serve tanto para o professor como para o aluno de ferramenta para a construção de novos conhecimentos, pois o educador ao realizar seu planejamento pedagógico, constrói um conhecimento inicial, que será aprimorado, ou mesmo modificado, ao decorrer do tempo de estudo com os educandos. É estudando que o professor adquire experiência para melhor ensinar, oferecendo com propriedade aulas desafiadoras e instigante tornando-a flexíveis para evitar a monotomia para que os alunos possam aprender com interesse e por meio de construção e reconstrução o que requer muita competencia de nós educadores.Os educandos da atualidade veem as "aulas" como chatas porque preferem ambientes onde possam se expressar e compartilhar suas idéias, suas opiniões, seus conhecimentos, somente pensando em ambientes de aprendizagem significativos é que conseguiremos que nossos educandos aprendam bem.
Um outro ponto a ressaltar é que mais estudo tem que significar mais entendimento. Não se trata apenas de um simples aumento do que já é ofertado, e sim de um aumento quantitativo e qualitativo. Quantitativo porque considera um número maior de horas, em que os espaços e as atividades propiciadas têm intencionalmente caráter educativo. E qualitativo porque essas horas são uma oportunidade em que os conteúdos propostos, possam ser reconstruídos, revestidos de caráter exploratório, vivencial e protagonizados por todos os envolvidos na relação de ensino-aprendizagem.

Formação permanente

Os desafios de uma sociedade em contínua mudança apresenta novas exigências,tanto aos cidadãos, quanto ao sistema organizacionais. Assim a educação apresenta grande preocupação com os desafios, a formação contínuada, formação profissional e formação ao longo da vida.Sendo assim, o professor deve estar sempre aberto para novos conhecimentos e aprendizagem.O mesmo deve procurar novos caminhos para uma prática pedagógica de qualidade. Não é fácil estar aberto a novos conhecimentos, pois cada indivíduo tem suas vivências e sua visão de mundo. Estar aberto a novos conhecimentos significa muitas vezes abrir mão de aprendizados enraizados e que nos matem firmes com o pé no chão. Estar aberto a novos conhecimentos pode significar dar um passo no escuro para poder refletir o novo, experimentar o novo, então vem o desequilíbrio, a reflexão e talvez uma nova visão do que se experimenta, e um novo aprendizado. Além de almejar a formação profissional de qualidade, o indivíduo deve ter em mente que esta só ocorre com uma boa formação pessoal. O professor deve sempre procurar ser uma pessoa melhor, conhecedora do mundo em que vive e de seus problemas, sempre atualizado com o que acontece ao seu redor, assim ele saberá que tipo de conhecimento deve aprimorar e qual o foco de seu estudo para que consiga uma melhoria do ambiente do qual faz parte, afinal é esse o objetivo da educação. A responsabilidade pela formação continuada deve ser divida entre a instituição de ensino e o profissional da educação, pois ambos serão beneficiados diretamente pelo incremento do conhecimento e o aprimoramento de suas práticas educacionais. Assim o apoio é fundamental para o profissional que sempre esta buscando reciclagem melhorar sua formação fora dos cursos que são oferecidas ou impostos pelo sistema, pois encontramos muitas barreiras quando queremos fazer algum curso que seja oferecido fora do sistema.
A partir da década de 1980, segundo Ludke(2001), vários pesquisadores questionaram o caráter reprodutivo existente no sistema educativo e levantaram questões relativas a práticas alternativas no processo de ensino e aprendizagem. Nesse momento, a educação reforçõu a busca em desenvolver estratégias na formação inicial e continuada dos professores, onde os mesmos seriam capazes de considerar novas possibilidades de desenvolver sua prática docente de modo a facilitar o desenvolvimento intelectual e afetivo dos alunos.
Sendo assim, essa formação permenente deverá acontecer de acordo com as reais necessidades vivênciadas pelo professor, indo ao encontro de suas problemáticas dentro de sala, já que muitas vezes é oferecido aos educadores cursos que não privilegiam suas necessidades no trabalho pedagógico diário dentro da sala de aula. A formação permanente deverá levar o professor a reflexão e planejamento de novas ações que são necessárias para alavancar a qualidade do trabalho pedagógico dentro da sala de aula. Os docentes devem levar a sério sua formação permanente, participando abertamente das propostas de formação continuada. Discussões teóricas qualitativas devem fazer parte da formação do professor, descartando-se atrelamentos teóricos que não garantam o direito fundamental dos discentes - aprender bem. É de suma importância que o docente tenha conciência da necesidade de uma formação permanente que nos de condições de dar respostas as situações com as quais defrontamos diariamente.
Nesse sentido, é necessário que o educador tenha a responsabilidade de utilizar o que aprende durante o processo de formação em benefício dos seus alunos, para que o estudo realizado pelo professor seja uma real contribuição para seu trabalho.
Ainda ao se falar em formação permanente, esta abrange, no ambiente escolar, não somente os profissionais diretamente ligados ao aluno, no caso, os docentes, mas abrange também a todos que perfazem o meio de aprendizagem do discente, assim,todos os profissionais da Unidade Escolar devem estar preparados para atender as exigencias dos educandos da Escola Atual.
O papel docente de desafiar deve ser insistentemente aperfeiçoado. Precisamos construir nossa forma própria de “desequilibrar” as redes neurais dos alunos. Essa função nos coloca diante de um novo desafio com relação ao planejamento de nossas aulas: buscar diferentes formas de provocar instabilidade cognitiva. Logo, a formação continuada para nós professores é de fundamental importância para planejar uma aula significativa. Para isso é fundamental que o professor esteja disposto a enfrentar mudanças significativas em sua prática a fim de favorecer uma aula mais prazerosa para seus alunos.
Em nossa atualidade, o docente deve estar em constante processo de formação, pois o trabalho pedagógico exige que se busque e se aproprie cada vez mais novos conhecimentos e práticas, visando assim melhoria da aprendizagem do aluno que é foco da educação, ou seja que o professor tenha sempre um novo fazer pedagógico A questão principal é: Sérá que o professor está preparado para mudar? Ele precisa estudar,pesquisar,elaborar,ler, construir seu próprio material, ser autor, ter conhecimento tecnológico e acima de tudo cuidar para que seu aluno aprenda bem e para que isso ocorra o professor precisa estar aberto para a aquisição de novos conhecimentos. Quando se diz que o professor precisa estudar, espera-se que lhe seja oferecido formação continuada com profissionais qualificados e, com tempo suficiente para que possa refletir e buscar alternativas para reconstruir sua prática.
Assim cabe ao professor compreender que a formação permanente não pode se limitar em apenas buscar novas metodologias e/ou novos conhecimentos. A formação permanente deveria ter com patamar a reflexão sobre a prática.(FREIRE,Pedagogia da Autonomia,2001)Dessa forma a formação deve buscar a construção de novas teorias sobre a prática, a partir de uma reflexão crítica. Segundo Joseph Campbell, em O Poder do Mito, 1988: "Heróis são as pessoas que se afastam da senda traçada pela tradição e ingressam na floresta densa da experiência original. A coragem de enfrentar julgamentos e trazer um novo conjunto de possibilidades para o campo da experiência para ser experimentado por outras pessoas é a façanha do herói".Sendo assim a formação permanente embasada em pesquisa, troca de idéias,grupos de estudos, faz dos professores fiéis experimentadores do conhecimento e autores de experiências, com as quais elevam sua qualidade de ensino aprendizagem, não ficando limitado e tornando-se um herói.
Como na Escola de Tempo Integral o foco é o aluno, o professor deve estar em constante estudo logo que, necessita reconstruir sua proposta e sua prática de acordo com a necessidade da turma ou de um aluno. O professor precisa aprender a buscar novos conhecimentos para que suas aulas não sejam uma mera reprodução de livros didáticos.
Para que seja assegurada a qualidade de ensino em nossas escolas é de fundamental importância que sejam oferecidos cursos de formação continuada para os educadores, já que, de acordo com Pedro Demo, será o grande responsável pela aprendizagem do aluno. Para isso, o educador deverá assumir o compromisso de formar-se e formar, tendo em vista a formação intengral do aluno, seja sob a perspectiva cultural, virtual ou ambiental, entre outras. Connel (1997) afirma que: "Ser professor não é só uma questão de possuir um corpo de conhecimentos e capacidade de controlo da aula. Isso poderia fazer-se com um computador e um bastão. Para ser professor é preciso, igualmente, ter capacidade de estabelecer relações humanas com as pessoas a quem se ensina. Aprender é um processo social humano e árduo; o mesmo se pode dizer de ensinar. Ensinar implica, simultaneamente, emoções e razão pura". Para Perrenoud a formação contínua se organiza em determinadas áreas prioritárias, dentre elas, estão as competencias básicas que cabem ao educador.
  • Organizar e animar situações de aprendizagens
  • Trabalhar a partir das representações dos alunos
  • Trabalhar a partir dos erros e obstáculos à aprendizagem
  • comprometer os alunos em atividades de pesquisas em projetos de conhecimentos.
Para que seja assegurada a qualidade de ensino em nossas criança. A formação permanente dos professores é o fator de maior impacto na qualidade do trabalho e no resultado positivo do aluno.

Reconstrução

Constantemente somos levados a repensar nossa prática pedagógica para reconstruirmos nossa visão de aprendizagem e tempo de estudo significativo onde realmente a produção, autoria e autonomia se efetivem.
A reconstrução da Prática Pedagógica deve ser pensada e refletida, como processo de reconstrução das atitudes vivenciadas em sala de aula e tem por objetivo a melhoria das relações intra e inter pessoais na vivencia do processo ensino-aprendizagem. Processo esse que também culmina com a "quebra de alguns paradigmas" construídos por nós em nosso processo de formação, se apresenta de maneira lenta, mas não deixando de ser necessária no decorrer da nossa vida profissional.
Essa reconstrução se dá em nossa prática pedagógica diária, nos cursos de formação continuada, mas especialmente quando nos tornamos professores pesquisadores, já que quando pesquisamos, fazemos essa reconstução e reflexão de nossas práticas, utilizando nossos conhecimentos já adquiridos anteriormente, transformando nosso fazer pedagógico.
O que se vê nas escolas e universidades, são professores dando as mesmas aulas à décadas, repetindo como bonecos de ventríloquos conceitos e conteúdos que não interessam aos educandos, tornando suas aulas desmotivadoras. Demo(2008) afirma que estudar é dedicação sistemática e motivada a descontrução e reconstrução do conhecimento, desta forma não se pode admitir na escola contemporânea uma educação instrucionista que não atenda às necessidades da sociedade da era digital em que vivemos.
Embora vários fatores estejam envolvidos na aprendizagem, quando se trata de educação escolar, o professor, consciente de seu papel e comprometido com o ensino, pode fazer intervenções significativas no desenvolvimento dos alunos que estão sob sua orientação. Cada aluno é único e cada dia uma nova descoberta, o futuro é algo que ainda será construído com experiências do passado e do presente. A escola precisa de educadores conscientes de que sua experiência é que alicerça a mudança necessária para desconstruir uma prática de ensino visando beneficiar o aluno, ou seja aprender junto à criança qual é o melhor meio de construir o saber.
Caminhar em comunidade escolar e enfrentar os desafios de ensinar e aprender é o caminho para conhecer os espaços escolares e abrir as portas para o conhecimento do grupo de ensino e formar pesquisadores. A docência é parte do processo de ensinar e o aprender é assimilar que pesquisar é uma forma consciente e racional de busca de soluções para os problemas que o existir enquanto pessoas, enquanto comunidades nos apresenta.
A observação dos fatos e ocorrências naturais e humanas, em busca de respostas, troca de conhecimento entre os docentes, manuseio de livros e fontes de pesquisas, além de elencar as prioridades e facilitar o aprendizado, mediar as formas de conteúdos, produzir conhecimento, saber oferecer a quantidade certa e despertar a curiosidade e suas aplicações na aprendizagem, são tarefas cotidianas do ato de reconstrução. tendo sempre por principio a análise de fatos próximos ao educando, estimulo à pesquisa e a autoria, seja na construçaõ ou na reconstrução do conhecimento.
Assim, deve haver, na escola, a desconstrução da forma atual de ensinar, para construir outro jeito, que deve ser por meio de pesquisa e da elaboração própria. Para tanto, a reconstrução de nossa prática deve garantir melhores condições de aprendizagem, também é preciso pensar na postura enquanto professor.
O educador antes de qualquer coisa deve estar sempre se auto-avaliando, somente assim, é possível traçar metas e caminhos entendendo que não se tem um caminho pronto, se constrói junto aos educandos o melhor caminho para ambos na busca de possíveis desenvolvimentos sócio-culturais.
A reconstrução da prática pedagógica está relacionada a três pontos importantíssimos no trabalho docente: à formação contínua, à auto-avaliação e à avaliação do aluno. O professor que tem acesso a novos conhecimentos, troca experiências com outros colegas e é capaz de rever, analisar e avaliar seu desempenho em sala de aula, reconhecendo erros e acertos, dispondo-se a motivar o aluno à construir, desconstruir aprendizagem. Assim, reconstruir a prática pedagógica é um processo constante.
Nesse contexto a avaliação deve ser reconstruída para além de valores numéricos estanques que resumem em apenas um conceito, todo o conhecimento do aluno, pois a mesma deve oportunizar um avanço maior do aprendizado frente aos desafios, levando o aluno a conhecer as suas dificuldades e, sobretudo, suas potencialidades, respeitando as individualidades e atingindo assim, o saber coletivo.
Tanto a reconstrução pedagógica quanto a reconstrução do conhecimento são fatores preponderantes para o “aprender bem” na ETI. No entanto para que o aluno possa pesquisar e reconstruir conhecimentos é necessário que o professor também o faça. O professor precisa buscar conhecimento necessário para reconstruir o currículo e organizá-lo de modo a garantir a aprendizagem por meio de pesquisa e autoria, pois parafraseando Demo “Somente o conteúdo reconstruído vale a pena”.
Mas para isto o professor precisa de tempo para investir na sua formação oferecer o melhor para os alunos se formos capazes. Guiomar Namo de Mello diz em entrevista a revista veja que: quem precisa de escola em tempo integral é o professor pois ele sai de uma formação deficitária repetindo o circulo vicioso da ignorancia.

Aprender bem

A ETI foi idealizada no intuito do aluno aprender bem. Aprender bem não significa a mera transmissão de conteúdos ou apenas "passar" instruções para realização de atividades, mas sim garantir ao aluno um processo de construção de saberes construídos socialmente pela sociedade, como também garantir que possam ser autores de seu próprio conhecimento, se tornando um cidadão pensante e crítico na sociedade em que vivemos. Sendo assim, aprender bem significa instrumentalizar os alunos a serem pesquisadores e autores de seu próprio conhecimento, tornando os saberes escolares significativos para sua vida cotidiana.
È fundamental que o professor estimule as habilidades investigativas do aluno através de atividades desafiadoras e significativas que lhe possibilitem criar, tomar iniciativas e agir com independência e autonomia, despertando, assim, o desejo de aprender a aprender bem.
A pesquisa em seu caráter dinâmico e interdisciplinar deve ser utilizada como meio para incluir o aluno em um processo de descobertas que vise à compreensão de sua própria trajetória.
Quando o professor propicia momentos de pesquisa em sua aula, o aluno construirá seu conhecimento e certamente a aprendizagem será significativa, pois este aluno será autor deste novo conhecimento. É através de suas experiências individuais e suas vivências, que o mesmo aprimora os seus conhecimentos, se torna mais seguro no que faz contribuindo para sua própria aprendizagem. Nesse contexto, a eficiência da aprendizagem significativa está condicionada à existência de problemas que surgem na vida do aluno, que o levam buscar resolvê-los. Na busca de uma solução, ele aprende de fato e não apenas memoriza.
Acredito que aprender bem é uma busca que deve ser constante, não como algo acabado. Professor e alunos devem estar cada vez mais empenhados a conhecer e a desvendar o mundo em que vivemos e é isso que deve atrair interesse pela pesquisa: a sede pelo conhecimento.
E o professor pesquisador deve também gostar do que faz, e estar disposto a despertar este gosto pelo conhecimento em seus alunos, estimulando-os para sempre querer aprender mais.

Aprendizado significativo.
Por ser uma escola de Tempo Integral, o “Aprender Bem”, deve também ser uma preocupação em tempo integral, pois, se assim não for os problemas de aprendizagem tendem a ser duplicados. É preciso respirar por todos os poros a noção de aprender bem (Demo, 2008). Planejar aulas mobilizadoras para instigar a vontade de aprender no aluno deve ser o ponta pé inicial, seguido de pesquisa e elaboração de autoria.
O aluno só aprenderá bem se o processo de aprendizagem for significativo. Levando em conta o direito de aprender bem do aluno, a ETI não adota uma teoria oficial de aprendizagem. O compromisso é com o aluno, e não com teóricos. O aluno precisa encontrar sentido naquilo que está aprendendo, por esta razão é importante que o professor crie situações que propiciem a observação e a interpretação dos fenômenos e acontecimentos da sociedade contemporânea, instigando a curiosidade do aluno e propiciando a permanente reconstrução do conhecimento científico. O critério maior dos docentes deve ser a aprendizagem adequada dos alunos.e
É importante também para que o aluno aprenda bem, ter um professor que aprenda bem, pois se este não souber aprender e estudar, como poderá formar alunos que saibam.
É o processo por meio do qual os novos conhecimentos que se adquirem relacionam-se com o conhecimento prévio que o aluno possui. Aprender exige envolver-se, pesquisar, ir atrás, produzir novas sínteses frutos de descobertas,portanto na ETI os alunos são desafiados a elaborar e se apropriar do conhecimento por meio da investigação científica.
A aprendizagem na escola de tempo integral parte do contexto do aluno, sendo este alavancado por meio da pesquisa que gerou-se da busca de possíveis soluções para os problemas encontrados no cotidiano dos discentes da ETI, a partir desta pesquisa permeia-se os conteúdos referentes a cada ano, sendo assim, esta aprendizagem se torna significativa e contextualizada.Sendo neste momento questionada e com um olhar critico sobre um problema real,busca-se argumentar, inferir. Neste momento ele se torna sujeito da sua história.
A aprendizagem profunda ocorre quando a intenção dos alunos é entender o significado do que estudam, o que os leva a relacionar o conteúdo com aprendizagens anteriores, com suas experiências pessoais, o que, por sua vez, os leva a avaliar o que vai sendo realizado e a perseverarem até conseguirem um grau aceitável de compreensão sobre o assunto. A aprendizagem profunda se torna real, então, quando há a intenção de compreender o conteúdo e, por isso há forte interação com o mesmo, através do constante exame da lógica dos argumentos apresentados. Para que o aluno aprenda bem, a escola precisa oferecer-lhe ambientes de aprendizagem, onde os mesmos possam estar pesquisando, elaborando e construindo com mediação do professor, deixando de ser instrucionista, para ser um local onde o aluno vai para aprender bem, pois aprender bem é participar da construção de seu conhecimento.
No ambiente escolar junto com os demais profissionais envolvidos, cabe ao professor agir de forma crítica e sensível, mediante seus conhecimentos e vivências, obtidos durante sua vida profissional, para instigar o aluno ao desejo de crescer em conhecimentos e atitudes através da pesquisa e interação entre os participantes do processo.
È importante ressaltar que o aprender parte do interesse e necessidade do aluno, desta forma, o professor deve envolvê-lo na construção do seu conhecimento de forma autônoma, porém colaborativa, tornando o aprendizado um processo significativo.
O professor deve planejar aulas dinâmicas para obter a atenção dos alunos, envolver os alunos em sua aula, fezer com que esta aula seja prazeirosa e que os alunos participem o tempo todo.
Educar bem exige, ao mesmo tempo, criatividade, flexibilidade, escuta e limite, além de competência acadêmica. Na teoria, isso parece fácil, mas na prática, não o é. Temos muita insegurança em relação ao processo de ensino-aprendizagem. Tempos atrás talvez a tarefa de educar fosse mais simples, pela existência de regras rígidas. Com os avanços da vida moderna, globalização, tecnologia, amplo acesso à cultura, e diante de uma grande massa de informações sobre o crescimento e desenvolvimento humano, educar torna-se um ato mais complexo.Professores deparam-se com uma crise de autoridade acompanhada de outros fatores, como pequena participação da comunidade, situações de abandono, violênicia. Educar bem transpondo barreiras é um dos maiores desafios aos professores nos dias de hoje. O alvo da ETI é garantir a aprendizagem. Todos têm que aprender, porém só aprender não basta. Precisamos todos aprender bem e em todos os ambientes disponíveis na escola. em todos ambientes porem atrativo para seu conhecimento

Multi-alfabetização

A escola esperada pela sociedade é a que forma cidadãos críticos, autônomos, que saibam lidar com a complexidade do mundo, que saibam viver em paz com suas diferenças e adquiram o conhecimento formal e sistematizado possibilitando o acesso ao conhecimento científico. Para tanto, a formação fundamental necessita ser a propulsora e almejar tais resultados. A alfabetização por ser o início da formação fundamental é importantíssima e o alfabetizador necessita estar preparado com diversos conhecimentos, competências e saberes.
Atualmente um grande número de crianças são rotuladas como fracassadas por não alcançar êxito na alfabetização. Muitas vezes o fracasso é do professor e não do aluno por conta de uma metodologia tradicional. Cabe ao professor e a escola alfabetizar os alunos nas outras linguagens possíveis além da escrita. Sendo assim, é necessário compreender o conceito de alfabetização e letramento. Segundo Soares(2004) ALFABETIZAÇÃO é a ação de ensinar, aprender a ler e a escrever e LETRAMENTO é o estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita. Sendo assim faz se necessário do alfabetizador uma reflexão de sua prática para que ofereça aos alunos oportunidades de participarem de situações de escrita, no qual os diversos tipos de textos reais são utilizados não só no contexto da sala de aula mas também no seu cotidiano. Nesse sentido, as multi-alfabetizações que são trabalhadas na Escola em Tempo Integral deverá alfabetizar e letrar os alunos, levando os mesmos a compreensão do processo de ler e escrever com significado, mas também alfabetizar o aluno na diferentes linguagens presentes em nossa sociedade, especialmente na linguagem digital, já que hoje nossos alunos tem acesso cada vez mais cedo a computadores e jogos, sendo de extrema importância que a escola se utilize dessas ferramentas, como também valorize esses conhecimentos a fim de que possa se utilizar deles para transformar o conhecimento contruido socialmente e aprendido na escola, levando os alunos a construir significados nesse processo, ou seja, um conhecimento para vida. Na ETI o maior desafio é que permanecendo mais tempo na escola o aluno vai aprender a aprender , pesquisar, criar, serem autores dr sua própria historia, sendo um indivíduo independente, onde sua formação dever´pa acontecer de forma tecnológica, ética e plçoticamente correta. Além das habilidades de ler e escrever compreendendo o que se está fazendo, bem como ter acesso às tecnologias e linguagens da pós modernidade, é necessário que o aluno seja capaz de organizar tudo isso dentro de seu cotidiano. Para nada servirão todas as informações adquiridas se não fizerem diferença na sua vivência em sociedade. Cabe ao professor propiciar momentos nos quais os alunos possam experimentar, ou seja, praticar tudo o que lhes é oferecido no cotidiano escolar, mostrando aos mesmos a relevância do uso dessas aprendizagens para a transformação de suas vidas e da comunidade onde vivem. Para que a educação intelctual se realize não basta mudar conteúdos, manter o aluno mais tempo na escola,é preciso mudar a forma de abordar os conteudo se e a propria forma de ensinar, as novas tecnologias contribuem para uma prática mais criativa que estimulam e favorecem a autoria, garantindo assim um aprendizado de qualidade. Precisamos de professores com idéias e autorias próprias conduzindo seus alunos para novas descobertas. Alfabetizer hoje vai muito além do que outrora, o professor encontra desafios de ensinar a ler, escrever, expressar-se, com uso de textos que englobam as formas de comunicação lingüística , visual, áudio, gestual, espacial. Atualmente o professor desenvolve capacidades de ensinar, comunicar, e de ser compreendido de diferentes formas, respeitando assim a origem, a cultura,crenças, valores de uma comunidade escolar.O professor junto com o aluno deve aprender a ser multi alfabetizado , pois as formas do passado não acompanham os educandos de hoje. O ato de ensinar e aprender não para no saber codificar e decodificar símbolos ou seja, não basta apenas ler e escrever é preciso ir alem dos muros da escola, é necessário conhecer os novos conceitos de letramento, utlizando-se de novos instrumentos, tais como as novas tecnologias que constituem ferramentas importantes para o desenvolvimento do processo construtivos. “Além da batalha de mercado à cata de novos alunos, existem outros conflitos por trás, em especial o questionamento do papel do professor, que, em vez de dar aula, deveria cuidar que o aluno aprenda”(Demo, 2004).
Deve-se ter bem claro que multi-alfabetizações vai além dos processos de leitura e escrita,ou seja, que há diversas novas maneiras de alfabetizar, como alfabetizar o aluno para lidarem com as tecnonogias para que ele não se torne um analfabeto digital.Portanto, cabe ao professor garantir que alfabetização não se limite a processos de leitura e escrita. É aquela que estuda temas integrando diciplinas com a intensão de que o conhecimento seja global e tenha significado para os alunos.Deve ser bem delimitado e permitir que haja o dialogo entre os conteúdos estudados paranque os saberes sejam aprofundados

Teorias na ETI

Em nossa sociedade atual, são inúmeras as teorias que fundamentam o trabalho dos professores. Até mesmo algumas delas são utilizadas por algums tempo, sendo que em seguida, acabam caindo no esquecimento e são retomadas posteriormente. Na Escola em Tempo Integral, conforme Demo expõe em suas palestras, ela não adota nenhuma teoria para fundamentar o trabalho realizado pelos profissionais que nela atuam, mas que se faz necessário uma mudança de atitude por parte do professor o qual deve ser autor de sua prática pedagógica, adotando instrumentos que levem o aluno a pesquisa para construção de conhecimentos tornando-os significativos tanto para alunos quanto professores, especialmente quando possibilitamos a eles essa construção.Sendo assim, cabe a nós educadores que atuamos nessa instituição, a busca por autores que possibilitem uma atuação pedagógica que estimule a pesquisa e a construção de conhecimentos, a fim de que os alunos se tornem críticos de todas as informações que estão a seu alcance. A prática do professor não deve estar apenas amparada em teorias oficiais de aprendizagem. Ao professor cabe o compromisso de construir sua proposta. Tal proposta deve ser bem argumentada e fundamentada para que atenda de maneira satisfatória o educando.
Na construção desta proposta o professor poderá se servir de diversas teorias de aprendizagem, das quais ele utilizará o que lhe melhor lhe convier naquele momento, neste processo será também importante suas experiências, o que já deu certo ou não, refletindo sempre sobre sua ação pedagógica. Assim a teoria é um meio pelo qual o professor vai utilizar para produzir o conhecimento em seus alunos.
Segundo Becker(2001) o professor deve ter em mente que tipo de aluno ele quer formar e para atingir esse objetivo é preciso que esteja preparado para reconstruir sua metodologia, deixando de lado a educação bancária que recebeu durante o período de formação universitária, onde, quase sempre, os conteúdos são trabalhados de forma alienada, sem relação com a realidade, diante disso pressupõe-se que o professor precisa estar em constante formação, participando no processo da pesquisa educacional, adquirindo a capacidade de refletir sobre suas dificuldades e criando alternativas para elas, sendo produtor de conhecimentos e autor de suas próprias idéias e teorias.

Fluência Tecnológica

Os membros da ETI devem estar permanentemente em contato com as inovações tecnológicas, favorecendo, dessa maneira, o acesso à todos os meios tecnológicos disponíveis para a formação do conhecimento, meios estes, que vão desde o uso de ferramentas simples como um lápis, por exemplo, até a operação de aplicativos e softwares disponíveis na atualidade.
Entendemos como membros da ETI os professores, gestores, coordenadores e todos os profissionais envolvidos no cotidiano da escola.
Atualmente, assistimos a uma revolução tecnológica na qual se produzem mudanças rápidas na forma como as pessoas vivem, trabalham e se divertem.O ritmo do avanço tecnológico não parece que irá frear, o desafio está em aprender a adaptar-se as mudanças.Para consegui-lo os sistemas de aprendizagem e aqueles que os manejam devem preparar as pessoas para trabalharem com as novas tecnologias com segurança e de forma adequada, e a esperar as mudanças constantes nas novas formas de trabalho, fazendo do aprendizado um processo natural permanente de expressão verbal.
A escola não deve estar longe da nova linguagem do século XXI - tecnologia, internet - pois as crianças já estão trocando informações entre si e participando intensamente desse novo mundo, ou seja, nossos alunos já tem acesso a diferentes ferramentas tecnológicas disponíveis socialmente . Essa mudança deve começar com o professor, que deverá não só ter acesso a estas ferramentas, mas também levá-las para sala de aula. A escola, deve portanto, se situar nas habilidades desejáveis no mundo contemporâneo. Tendo como objetivo principal sua utilização no contexto de sala de aula, instrumentalizando seus alunos a utilizar para que possam ser pesquisadores e autores de seus próprios conhecimentos, como também serem usuários críticos dessas ferramentas, que muitas vezes são utilizadas de maneira equivocada.
Tecnologicamente fluente implica não ser apenas capaz de utilizar ferramentas tecnológicas, mas também saber como construir coisas com significados.
A fluência técnológica possibilita ao aluno ter contato com diferentes ferramentas dentro do espaço escolar, sabendo utiliza-las, mostrando que a escola é um espaço propricio para construção de conhecimentos construidos socialmente. Sendo assim, compreenderão que a escola pode ser um espaço de pesquisa e construção não ultrapassado, mas que está diretamente relacionada a sociedade. O uso da tecnologia na Educação Integral requer um olhar mais abrangente, envolvendo novas formas de ensinar, aprender e de desenvolver o currículo condizente com a sociedade tecnológica, a qual se caracteriza pela integração, rapidez, complexidade e convivência com a diversidade multicultural, que admite inúmeras e inovadoras formas de representar o conhecimento.
O encantamento e o poder de sedução pelas tecnologias acontece, quando criamos utilidades múltiplas e diferenciadas para estas. Faz-se então necessário ao docente de uma escola de tempo integral, ter o domínio e a contínua busca por este, sobre as novas tecnologias
Portanto fluência tecnológica significa o domínio dos procedimentos básicos para a operação dos artefatos, bem como sua adequação metodológica às demandas das atividades de aprendizagem. Neste sentido o desafio será usar as tecnologias que cada dia avançam mais na sociedade, para a produção de conhecimento pelos educandos, onde eles no ambiente virtual também tenham sua elaboração própria. Dessa maneira, a incorporação das novas tecnologias como forma de produção de conhecimentos, colabora na instrumentalização das nossas crianças, preparando-as para suas tomadas de decisão e, por conseguinte, interferirem de forma cidadã, na construção da história humana. Assim, os recursos tecnológicos, vão facilitar o trabalho do professor, tornando o tempo de estudo mais significativo, dinâmico e contextualizado e o professor deve estar consciente da necessidade de adquirir fluência tecnológica para que possa usufluir em beneficio próprio e dos seus alunos, pois grandes transformações estão ocorrendo na sociedade, devido aos avanços tecnológicos e diante disso a escola tem necessidaade de mudar, para diminuir as diferenças e desigualdades sociais.
Além de educacional, a fluência tecnológica tem função social, pois o maior desafio da atualidade está em aprender a adaptar-se às mudanças com o mínimo de esforço físico e mental. Deste modo, é preciso preparar a população para trabalhar com novas tecnologias, superando as mudanças constantes nas novas formas de trabalho, tornando o aprendizado um processo natural e permanente.A fluência tecnológica é competência fundamental para o aprender a aprender tendo domínio somente quem frequentimente faz uso dela.
É de fundamental importância que os alunos na ETI tenham acesso constante e qualitativo às ferramentas tecnológicas. Para tanto, o professor deve complemplá-las no moemento de seu planejamento, bem como na execução das atividades, tornando o aluno , cada vez mais, fluente para utilizá-las.
Vive-se no momento um processo irreversível de acelerado desenvolvimento tecnológico e que está trazendo mudanças substânciais nas formas de trabalho humano, por isso a escola precisa suprir tais demandas oferecendo aos alunos sólida formação cultural, competência técnica,formação de cidadãos críticos e reflexivos. A participação do professor é importantíssima pois é ele quem faz uso dos recursos tecnológicos, a plataforma da aprendizagem. Ele assume o papel de orientador da aprendizagem, gerenciador de pesquisa e comunicação; devendo integrar dentro da visão inovadora todas as tecnologias, criar espaço virtual de encontros e divulgação de suas idéias.

Autoria

A autoria é passo fundamental para a emancipação da prática pedagógica do professor. Essa emancipação é iniciada partindo da pesquisa e da formação continuada dos professores atuantes da Escola em Tempo Integral. A partir do momento que professores puderem ser autores de suas teorias para o trabalho pedagógico na escola, como também tiverem os subsídios necessários para essa construção, também farão esse processo com seus alunos, já que valorizam a pesquisa e a construção dos conhecimentos por parte de seus alunos. Para DEMO (1996), a aula que apenas repassa conhecimento, ou a escola que se define como socializadora de conhecimento, não sai do ponto de partida, e, na prática, atrapalha o aluno, porque o deixa como objeto de ensino e instrução.
Acredita-se que no processo de ensino/aprendizagem a elaboração própria determina o sujeito com capacidade de se expressar, de toma iniciativa, de construir espaços próprios, de fazer-se sempre presente e participativo. Para Demo (1996), Argumentar, fundamentar, questionar com propriedade, propor e contrapor, são iniciativas que supõem um sujeito capaz. Esta individualidade é insubstituível.
Ao desenvolver a prática da pesquisa, o professor adquire e desenvolve a competência de escrever textos próprios, deixando de ser meramente leitor e assumindo assim a função de autor, com capacidade de criticar e autocriticar suas práticas, e consequentemente, questionar e reelaborar sua ação.
A partir do momento que o docente torna-se pesquisador e autor dos seus próprios textos ele estimula seus alunos a adotarem a mesma atitude. O exemplo docente é de fundamental importância para a criança, pois esta sente-se mais confiante ao elaborar suas produções quando há um "modelo" que as norteie.
Segundo Imbernón(2004)"quando atuam como pesquisadores, os professores tem mais condições de decidir quando e como aplicar os resultados da pesquisa que estão realizando..." Dessa forma torna-se necessário um novo agir dentro da escola onde a reflexão seja um ponto de partida.O professor deve buscar meios para uma aprendizagem de qualidade que envolva a formação do indivíduo como um todo.
No que se refere a criança, esta ao ser estimulada a realizar suas produções, vê mais sentido em seu aprendizado, visto que se sente parte dele, e não mero objeto, sujeito à aquisição de conhecimento. E na construção do seu conhecimento por meio da pesquisa e de reflexões ao produzir seu texto, a criança cria , recria, lê, relê,escreve,reescreve, muitas vezes transformando curiosidade em aprendizado.
Entende-se que autoria é a produção do indivíduo, ou seja, sua própria criação. O professor precisa ter clareza de idéias ao escrever, para que sua criação não provoque ambiguidade. Nesse processo, a Escola de Tempo Integral desperta no educador a necessidade deste em se tornar autor de suas práticas. Sendo a autoria seu principal objetivo, o professor estuda, pesquisa e elabora seus próprios textos, e em sua prática, ele cuida para que o seu aluno produza, e que seja também um pesquisador na construção de seus conhecimentos. O professor não deve, portanto, dar respostas prontas aos seus alunos e sim, fazer mediações para que o aluno encontre respostas para as suas próprias perguntas. Da mesma forma que o professor pesquisa para produzir seus próprios textos, o aluno também necessita de subsídios para sua elaboração.
Antes de propor uma produção, não importando o gênero textual, é necessário explorar o assunto, dar informações claras e deixar espaço necessário para que o aluno exponha seu ponto de vista; falar a respeito do que já se conhece sobre o tema, o que já foi visto ou experimentado, esgotando ao máximo as possibilidades. Dessa forma, ele será capaz de desenvolver e escrever seu próprio texto. Esgotar ao máximo as possibilidades consistiria, portanto, em um confronto claro entre os dados coletados (empírico) e o conhecimento já existente. Vista assim, a autoria deve ser a expressão de um conhecimento que ultrapassou o senso comum.
O perfil de professor-autor é aquele que sempre busca aprender, é alternativo e inovador.
Por meio da autoria, o docente desfaz a ideia de que o conhecimento está pronto e acabado, ao contrário, a partir da pesquisa e autoria ele percebe que o conhecimento está sempre sendo reconstruído, tendo por base a pesquisa e produção. Toda atividade deve ser um exercício de autoria. Tudo o que os alunos produzem deve ser valorizado, pois é fruto de seu desempenho e dedicação nos momentos de estudo.

Novo Conceito de Aula

Atualmente aula não deve mais significar repasse de conteúdos, deve ser sinônimo de estudo e pesquisa. Chama-se tempo de estudo o momento entre professor e aprendiz concretizam anseios de reconstrução do conhecimento e autoria. No novo conceito de aula, estar com os alunos, é estar estudando juntos.O docente interage com os alunos, buscando sua formação permanente, portanto todos os espaços da escola constituir-se-ão em espaço de aprendizagem e desenvolverão nos educandos, possibilidades criativas, investigadoras e de interação entre todos os envolvidos.
Neste novo conceito de aula o professor passa atuar como coordendor motiviador, elo do grupo. Sendo assim, essa construção é coletiva e acontece entre alunos e professores, superando o conceito de aula apenas como um monento que o professor é o detentor do saber e o aluno apenas é o aprendente, mas sim uma oportunidade de construção entre todos os atores atuantes no espaço, um espaço de pesquisa e construção de conhecimentos entre todos.
O professor deve transformar a sala de aula em um lugar explorador e desafiador, centrado na liberdade, que nada impõe ao aluno, em que tudo se constrói com a sua participação. Assim esse aluno sente-se livre para se expressar e desenvolver-se globalmente. Para tanto, uma preparação é evidente, oferecer ao aluno alicerces para que ele aprenda sem ficar repetindo os modelos que lhes são propostos.
Na aula, essa construção também poderá ser possibilitada através de diferentes ferramentas, como computadores, internet, livros e outros materiais, bem como novas metodologias, pois não basta ter um computador se não souber pesquisar, navegar. Este é um momento de aprendizagem, de descobertas, de questionamentos, deixando de ser um espaço de transmissão de conhecimento e conteúdo, para se transformar em um espaço de construção e reconstrução de novos conhecimentos, onde o sujeito é o aluno. A progressiva independência na realização das mais diversas ações é condição necessária para o desenvolvimento da autonomia. Portanto, esse processo valoriza a ação do professor como aquele que organiza, sistematiza e conduz situações de aprendizagens significativas, respeitando, assim, o direito do aluno de indagar, de duvidar, de questionar e, conseqüentemente, de criticar.
Quando o professor estimula seu aluno a ser sujeito de sua aprendizagem, o conhecimento adquirido é concretizado. É fundamental que constantemente, o professor proponha questionamentos e elaborações em suas aulas, incentivando a pesquisa, a construção e reconstrução dos conhecimentos assimilados pelos alunos em sala de aula.
A prática educativa, está diretamente relacionado à atuação do professor. Acredita-se que o conhecimento não é transmitido de uma pessoa para outra, mas construído através da atuação do próprio indivíduo sobre o que deve ser conhecido. Essa atuação consiste em observar, explorar, pesquisar, comparar, relacionar, discriminar, questionar, levantar hipóteses, concluir, posicionar-se... Isso implica em considerar o conhecimento prévio do aluno, estabelecendo metas que resultem em uma ampliação de seu conhecimento inicial.
Defino como aula, a promoção de uma aprendizagem significativa, que é desafiar os conceitos já aprendidos, para que eles se reconstruam mais ampliados e consistentes, tornando-se assim mais inclusivos com relação a novos conceitos. Quanto mais elaborado e enriquecido é um conceito, maior possibilidade ele tem de servir de parâmetro para a construção de novos conceitos. Isso significa dizer que quanto mais sabemos, mais temos condições de aprender.
Neste sentido, a aula relógio, como a dividimos na escola, não cabe mais dentro de uma escola em tempo integral, visto que o tempo de trabalho e pesquisa é medido pela hora de início, de manhã, e de término, à tarde. Poderíamos pensar em dividir melhor esse tempo, esse dia, em tempos de estudo mais dinâmicos e proveitosos, divididos entre pesquisa, elaboração e compartilhamento de ideias formadas a partir dos direcionamentos do professor. Pedro Demo diz que : aula é bem o signo de instrução em qua as crianças são obrigadas a assistir, tomar notas e fazer provas e que se olharmos bem aí não ocorre nenhuma educação. Agora se a criança for tambem levada a buscar seu material, a fazer sua elaboração, a se expressar argumentando, a buscar fundamentar o que diz, a fazer uma crítica ao que vê e lê, aí ela vai amanhecendo como sujeito capaz de ter uma proposta própria. Isso é o que queria, na verdade, Piaget. Ele sempre disse que a criança é um grande pesquisador: é curiosa, quer ver as coisas, quebra os brinquedos para ver o que tem lá dentro, pergunta muito. A escola é que, não sabendo disso, abafa essa vontade de conhecer que a criança tem.0 educador por sua vez precisa direcionar os seus alunos para uma aprendizado siguinificativo

Escola diferenciada

Uma escola diferenciada deve ter um currículo diferenciado. De que vale ter ou estar em uma escola diferenciada se o currículo continua o mesmo. Deve-se levar em conta que criar um currículo que é totalmente desenvolvido e não fechado é a chave para uma escola diferenciada. Pensar o currículo como uma porta de entrada para o aprender bem do educando depende em sua grande maioria de uma reconstrução de todo o currículo comum e diversificado, dessa forma se faz necessário que nessas escolas tenha um comissão de planejamento onde este tem o objetivo de criar seu próprio currículo de forma a oferecer ao educando um aprendizado que vai além dos bancos escolares, que tenham uma função social, avaliando o desempenho dos que estão inseridos neste processo e traçando metas a serem alcançadas, pois escolas diferenciadas oferecem progresso e mudança. Os espaços escolares promovem a aproximação da realidade e do virtual nos ambientes de aprendizagem. A movimentação e a postura diante de uma nova realidade provoca o estado de concentração e desperta para os novos saberes em ambientes desafiadores e criativos. Essa aproximação deverá ocorrer a fim de que os alunos compreendam que os conhecimentos deverão ser adquidos a fim de nos utilizarmos em nossa vida cotidiana, ou seja, que compreendam que os conhecimentos podem e devem ser utilizadas em nossa vida. A escola diferenciada não é aquela que transmite conhecimentos, mas sim aquela que possibilita aos alunos a instrumentalização para pesquisa e construção de conhecimento, utilizando diferentes ferramentas para atingir esse objetivo. É uma escola que trabalha em período integral, visando a inclusão de atividades diferenciadas para complementar a carga horária do aluno, buscando qualidade no processo de ensino e aprendizagem, pois, aqui o objetivo maior é a aprendizagem do aluno.
Visando esta busca contínua de aproximação da realidade, permeia-se a formação de uma cidadão crítico, embasado em valores adquiridos por meio da convivência nos períodos que aqui os discentes permanecem com a comunidade escolar da ETI.Valores estes que tem que ser questionadados e reconstruidos pelo educando.
A escola diferenciada é aquela que está preocupada com a formação de seus educandos. A mesma defende a ideia do estudo através da pesquisa pois esta propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estimulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos.
Aquela capaz de garantir uma aprendizagem significativa, isto é à medida que o novo conteúdo é incorporado às estruturas de conhecimento do aluno, o mesmo adquire significado a partir da relação com seu conhecimento prévio. Ao contrário, ela se torna mecânica ou repetitiva.
A escola é diferente se nela existe um aprendizado diferente, uma estrutura diferente uma visão de quem a gere em todas as suas instâncias diferente, quem a idealizou e de quem apostou nessa ideia seja diferente. Ser diferente as vezes é visto de uma maneira pejorativa, ser diferenciado e dificil! Mas o que faz uma escola diferente é quem esta ali na sala de aula, um professor com visão diferente faz uma sala diferenciada, um grupo de professores comprometidos com o aprender e o conhecimento faz uma escola diferencida, claro que uma estrutura diferenciada pode ajudar muito um professor, mas só uma estrututa não faz nada sozinha. Temos que ter uma Legislação diferenciada para uma escola diferenciada, assim poderemos fazer um aprender diferenciado formando cidadões diferenciados, mas sem o agir diferente ficamos iguais a todos ou ate pior.
Uma escola diferenciada é uma escola que veio para mudar o sistema de ensino posto. Uma escola que inicie discussões sobre nova legislação, novo modo de funcionamento, novos professores, novas tecnologias, novas metodologias, para assim, formar novos cidadãos.Com essas idéias a educação que teremos irá colaborar com a emancipação do homem, através de sua concientização para a construção de uma sociedade mais digna e justa. De nada adianta uma escola nova num sistema velho, ultrapassado, onde os dirigentes são indicados e não eleitos, onde a fiscalização toma o espaço da parceria, onde a burocratização toma o lugar do dinamismo que deve existir numa escola contemporânea. A criação do escola de tempo integral do século XXI, vem nos proporcionando momentos de reflexão, para que possamos nos questionar quanto ao fato do que é preciso fazer para que o nosso aluno aprenda bem.Segundo Pedro Demo, não basta aumentar o tempo da criança na escola para que se possa garantir melhor aprendizagem,o aluno precisa aprender a estudar, a ler, a pesquisar e elaborar. Mas para que isso ocorra é necessário que a mudança comece pelo professor, pois não justifica a criação de uma escola diferenciada, se dentro dela for colocado o professor tradicional, com metodologias ultrapassadas.
Parafraseando Darcy Ribeiro, de fato, o que faz uma escola ser diferente é professor diferente. Não basta a escola ter uma estrutura funcional diferenciada se os funcionários que ali estiverem não apresentarem uma postura renovada ou reconstruída diante desse ideal. É necessário antes de tudo, acreditar no que se faz e fazer o melhor, buscando sempre a atualização de conhecimentos. Sabemos que a ETI é uma escola diferenciada não pelo aumento do número de aulas em si, mas pela maneira pela qual alunos e professores produzem de modo diferente do das escolas regulares valorizando a produção e autoria de cada um.
Outra característica da Escola diferenciada está intimamente ligada à preocupação com o aspecto inovador do processo de ensino. A inovação deverá guiar as atividades, que do ponto de vista lúdico, seguramente motivarão e incentivarão o aluno contribuindo, assim, para transformá-lo em um agente participativo do seu próprio processo de aprendizagem. É preciso que o professor esteja imbuído de compromisso e responsabilidade, seja portador de competências e atitudes que o capacitem a ultrapassar obstáculos de toda ordem, pois a educação passa por serias mudanças e pede para que haja transformação na postura do professor-formador, bem como exige um repensar crítico sobre a educação do país. Tornando-se , urgente a construção de novos caminhos, novos projetos, visando as necessidades e interesses dos principais responsáveis pelo ato educativo

Ambientes virtuais de aprendizagem

O despertar do mundo virtual é o caminho do futuro aos jovens nascidos neste século em ações educacionais colaborativas que promoverão o cidadão do amanhã. Sendo assim, esse espaço favorece a construção coletiva dos conhecimentos por parte de todos que tem acesso a esse ambiente.
Dentro da abordagem do educar pela pesquisa, o processo de entrar em contato com a informação pode ser considerado um elemento central. Neste sentido as redes de computadores, em especial a Internet, podem trazer contribuições importantes, devido à facilidade de acesso a informações dispersas nas mais diferentes fontes.
Desde que as tecnologias de comunicação e informação começaram a se expandir pela sociedade, ocorreram muitas mudanças nas maneiras de ensinar e aprender.
Além disso, com o advento da aprendizagem por meio virtual, tornou-se mais fácil o acesso à cursos e capacitações, pois é possível programar-se para realizar os estudos com um horário mais flexível, visto que as atividades são feitas pela rede de internet, que pode ser acessada nos mais variados locais. O Ambiente virtual de aprendizagem é uma ferramenta que poderá ser utilizada complementando as aulas dentro do espaço escolar, sendo um espaço de pesquisa e colaboração entre todos os participantes. Ambiente este que, por ser atraente, favorece a participação dos alunos.
Os ambientes virtuais podem ser utilizados como recurso tecnológico para trabalhar com metodologias de projetos, favorecendo o processo de ensino/aprendizagem. Porém, acredita-se que pelo uso da tecnologia não será capaz por si só de construir aprendizagens mais significativas.
O desafio maior está em transformar o computador e as ferramentas disponíveis na internet em instrumentos pedagógicos de construção e reconstrução de conhecimento, no qual os alunos através da pesquisa e da reflexão possam chegar a autoria.
O aprendizado nos ambientes virtuais tornam-se de suma importãncia para todos pois atualmente a fluência tecnológica é uma exigência da sociedade e além disso, grande parte das crianças chegam a escola compreendendo e utilizando as tecnologias. Nesse sentido os ambientes virtuais de aprendizagem são ferramentas para atrair as crianças, facilitar o aprendizado e tornar os momentos de estudo mais prazerosos e tornar mais fácil o processo de autoria, como afirma POCHO (2003): "Os alunos devem ser educados para o domínio do manuseio, da criação e interpretação de novas linguagens e formas de expressão e comunicação, para irem se constituindo em sujeitos responsáveis pela produção."
Mas para que isso se torne uma realidade o professor tem que ter uma visão pedagógica inovadora, aberta que permite a participação de todos os alunos, podendo utilizar desde as ferramentas da internet mais simples, às mais complexas, desta forma estaremos incluindo nossos alunos neste mundo informatizado. É inegável a necessidade da inclusão digital, pois o mundo atual gira em torno da informatização, onde tudo acontece com muita rapidez. Sendo assim, os ambientes virtuais são ferramentas indispensáveis para o processo de ensino e aprendizagem, pois proporcionam tanto ao professor quanto ao aluno uma quantidade imensa de oportunidades de aquisição de novos conhecimentos. Além de fonte inesgotável de pesquisa por meio da internet, o próprio manuseio das máquinas e utilização dos aplicativos na execução de atividades por si só já comprovam avanços no desenvolvimento dos alunos e tornam os ambientes virtuais um dos locais onde eles mais gostam de estar.Desenvolvendo as atividades propostas de forma prazerosa, e uma crescente busca pelo aprendizado.
Processo democrático de aprendizagem, onde otimizamos tempo e recursos físicos.

Pesquisa

“Pesquisa é o ato pelo qual procuramos obter conhecimento sobre alguma coisa.[...]Contudo, num sentido mais estrito, visando a criação de um corpo de conhecimentos sobre um certo assunto, o ato de pesquisar deve apresentar certas características específicas. Não buscamos, com ele, qualquer conhecimento, mas um conhecimento que ultrapasse nosso entendimento imediato na explicação ou na compreensão da realidade que observamos..” (GATTI, 2002,p.p. 9,10)
De um modo geral, a necessidade de pesquisar surge a partir de inquietações, perguntas, dúvidas a respeito de algum tema, a busca de respaldo para pensamentos e afirmações. Se partirmos para uma particularização desse conceito nos defrontaremos com tipos diferentes de pesquisa; pesquisa de mercado, pesquisa científica, pesquisa de opinião, advindo um leque de possibilidades para compreendermos o seu verdadeiro conceito.

Um dos prinícpios da ETI está pautado na pesquisa e autoria. Sendo a pesquisa parte de um processo sistemático de construção do conhecimento que em seu objetivo é gerar novos conhecimentos baseando-se nos já existentes torna-se fundamental que o professor seja um mediador neste processo, a proposta pedagógica da ETI é envolvida em um processo educacional relacionada à pesquisa. Para isso, é necessário que o professor proponha aos alunos questionamentos que despertem o interesse pela busca de respostas para a construção do conhecimento, estimulando a elaboração e a reelaboração deste em um espaço de aprendizagem virtual.
O processo de aprendizagem não está presente somente no ambiente escolar, mas em todos os segmentos da sociedade. A sustentabildade de uma educação escolar encontra na pesquisa o apoio necessário para o desenvolvimento da aprendizagem, não só do aluno, mas principalmente do professor. O professor que media os questionamentos dos alunos, fomentando na pesquisa um carater formativo, tem na reconstrução do saber a alavanca para que o educando possa lançar-se de modo emancipatório ao mundo do conhecimento cientifico.
Para que efetivamente ocorra o processo de pesquisa, esta deve proporcionar a participação emancipatória do sujeito, para que ele possa reconstruir-se através de questionamentos da realidade e não só restringer-se em caráter de acumulação de dados. Dessa forma, a pesquisa deixa de ser superestimada, e até mesmo elitizada, acessível apenas a mestres e doutores. Ela passa a ser internalizada como atitude cotidiana, uma prática contínua tanto do professor quanto do aluno.
A pesquisa é norteadora do empírico, saber e conhecer o educando, com suas experiências pessoais na comunidade onde pertence, compartilha na oralidade o ambiente onde vive e habita.
É um processo sistemático de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novos conhecimentos
A escola deve ser o ambiente sistematizado que o oriente a expressar-se através de outras linguagens, quer escritas, digitais, sempre com o objetivo de efetivar mudanças de hábitos, experimentando outros jeitos de ser, de ver, de pensar, de agir e dentro da escola apreendendo nas suas ações, suas criações, seus costumes e suas virtudes novos saberes.
Estas interações agem no empirismo, partir do senso comum e produzir o conhecimento à partir da observação, ter acesso aos saberes do mundo, do seu entorno. Esta forma de atuação aluno/professor pode acontecer que o aluno construa frases desconexas, mas é na e sob orientação mediadora do educador partem do princípio aprendido, interpretam suas idéias, manipulam objetos e buscam um norte de pesquisa disponível no ambiente escolar.
A instrumentalização favorece o conhecimento parte do empírico até a sapiência, demonstram materiais, aprendem novas tecnologias educacionais e buscam compartilharem coletivamente suas oralidades e as experiências através da ciência e modernidade tecnológica. Debatem suas idéias e produzem um novo material de ensino e aprendizagem ao educador. Aproveitar os espaços escolares e promover este conhecimento é preciso.
A pesquisa é uma ferramenta que poderá ser utilizada dentro do espaço escolar, utilizando diferentes ferramentas tecnológicas, como também antigas ferramentas que possibilitarão a construção e autoria de conhecimentos significativos. Em se tratando de ferramentas de pesquisa, os livros ainda detém a primazia deste quesito, o que justifica a necessidade de relevante investimento nas bibliotecas escolares das ETI's, com a aquisição das melhores enciclopédias, livros clássicos e periódicos.
A pesquisa é um procedimento que requer reflexão, sistematização, controle e criticidade, permitindo descobrir novos fatos científicos para conhecer a realidade. Portanto, a determinação do objetivo da pesquisa é fundamental para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar.
A pesquisa é a base para uma boa autoria e uma ferramenta importante nas mudanças internas nas crianças, o que acaba colaborando nas mudanças que estas provocam no meio em que convivem. O aluno que pesquisa torna-se mais próximo do conhecimento científico e menos dependente do senso comum, com isso aprende a elaborar bons argumentos, a discutir com embasamento as questões do seu cotidiano e a refletir sobre sua realidade com olhar crítico.Através do ato de pesquisar e de criar o aluno torna-se capaz de identificar e resolver problemas com persistência e autoconfiança.Mas para que isso ocorra o estudo deve acrescentar algo ao que já se sabe sobre o assunto pesquisado fornecendo elementos a verificação e a contestação das hipóteses apresentadas sendo este o maior desafio docente para neste novo conceito de aprendizagem.
Para os autores Menga e André ( A evolução da Pesquisa em Educação,1986) a pesquisa consiste no confronto entre os dados coletados sobre determinado assunto e o conhecimento acumulado. Dessa forma, o professor tem o desafio de possibilitar que este confronto ocorra de forma plena. O simples ato de coletar dado sem discuti-los e iluminá-los com o conhecimento já existente, limita a boa autoria. Assim cabe ao professor garantir que em sua prática haja espaço para um amplo confronto entre os dados e os conhecimentos acumulados.
A pesquisa, entendida como um recurso pedagógico de aprendizagem indispensável,favorece a busca pelo conhecimento e, desse modo, contribui para o desenvolvimento da autonomia dos alunos. Estes devem ser mobilizados a aprenderem a estudar, a ler, a pesquisar e elaborar, para que, assim, sejam sujeitos de sua própria história.
A pesquisa deve ser atraente e estimulante,é preciso determinar os objetivos de aprendizagem com relação aos procedimentos de pesquisa e aos conteúdos abordados. Segundo Pedro Demo "È preciso certo grau de conhecimento sobre o que o será investigado para ter a curiosidade despertada e querer se aprofundar no tema".